sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Da pronúncia latina, rituais demoníacos e questionamentos esdrúxulos


Peituda tentando encontrar o buraco da fechadura.



Domingo é o dia das dúvidas absurdas. Qualquer outro dia serviria para dar espaço a tais questionamentos, mas é no domingo que elas surgem, provavelmente por culpa da aula de latim, que apesar de ser na segunda, já vai assombrando nossas céleres mentes com umas 24 horas de antecedência.
Pois foi num domingo, quando resolvi começar a fazer os exercícios de tradução para a aula do dia seguinte, e logo depois de toda aquela diversão do dia anterior, que me descobri pensando sobre os rituais demoníacos representados nos filmes, seriados e jogos americanos. Como funcionam esses rituais? Sempre falam em latim, ou coisa parecida. Tomemos um exemplo: dois jovens irmãos, pretensamente heterossexuais sedutores, com uma ligação misteriosa com o sobrenatural, pegam suas respectivas shotguns carregadas com sal grosso e saem para fazer sua expulsão demoníaca matinal. Ao encontrarem a atraente humana cujo corpo foi tomado pelo capeta, sacam de dentro de uma bolsinha tiracolo transversa um livro com centenas de anos de idade, totalmente escrito em latim e começam a ler. Pausa para reflexão: Ou demônios não são criaturas exigentes, já que aquela pronúncia horrenda, cheia de r retroflexo, dá conta do recado, ou a expulsão funciona porque, na verdade, o demônio se sente ofendido com aquele latim assustador, se resigna e saí do corpo de quem quer que seja.
A segunda alternativa parece mais plausível, uma vez que um dos efeitos colaterais reportados com maior frequência por quem sofre possessão demoníaca é a dor de ouvido insuportável. Sendo assim, concluímos que um dos segredos para uma expulsão bem sucedida é o uso da pronúncia tradicional do latim, não deixando de considerar que os níveis de garantia sobem quando o exorcista não é falante de nenhuma língua neolatina.
Assim também fica mais fácil entender como a loura peituda do Phantasmagoria consegue se dar bem no final do jogo. Não, não é por causa do seu charme arrasador! Simplesmente não há capeta-coisa-malígna-dos-infernos que consiga tolerar a dor daquelas palavras! Bom, o importante é que todo mundo se entende e cada um cumpre seu papel: os mocinhos (e mocinhas) soam cult e os demônios só voltam no próximo episódio, ou na continuação.
O exorcismo animal dispensa o uso do latim.


domingo, 11 de março de 2012

Arianna

A elfa já se encontra ao lado de seus ilustres companheiros pigmentados. Finalmente a pintura de Arianna foi terminada! Com esse trabalho, eu esperava a dissolução da maldição inata da miniatura anterior de Arianna. Acreditei nisso profundamente.
Precisávamos testar o efeito. Mais uma partida de RPG relatando as aventuras de Rubi, Rakan e do apêndice denominado Arianna.
Na continuidade da cena de combate iniciada na sessão anterior, Arianna me surpreendeu... Um 20! Que alegria! Todo o esforço e amor que depositei na pintura da belíssima miniatura de Bobby Jackson rendeu frutos. Originalmente, essa seria a miniatura de Elaruil, até que vi na Reaper uma elfa ainda mais bonita e mais compatível com minha ranger-clériga preferida. A mini realmente é a cara da Arianna.
No ataque seguinte, um 16... nada mal. No próximo... 1. Daí em diante, mais nenhum acerto. A maldição não estava, afinal, restrita a miniatura; provavelmente nasceu com a personagem. Não, não é culpa da jogadora, nem dos dados, eu garanto ( certa vez, Elaruil invocou um carcaju que tirou 20 por três vezes consecutivas!).
Ao menos, tenho a felicidade de admirar a finalização de uma pintura!
E aqui está a Arianna.



P.S.: Quem narrou a última partida foi a Maya!!!